NOTÍCIA

Chapada In Jazz: Uma homenagem a boa música
Viviene Lozi
Em colaboração


O jazz é originário do gueto, nascido no início do século XX. Ao longo do tempo o jazz invadiu diversos palcos e mais recentemente Mato Grosso, por intermédio deste projeto inédito e único no estado. Sua importância reside não somente em promover a movimentação cultural, mas principalmente por aquecer o setor econômico e turístico interno. A realização do Chapada in Jazz - Festival de Jazz de Chapada dos Guimarães liga as belezas naturais com a iniciativa cultural, acarretando desenvolvimento turístico e em diversos segmentos para a região onde acontece, uma celebração única da exuberante natureza e da música brasileira que comungam no centro do país.
 
O Chapada in Jazz, que está na sua segunda edição, nasceu da motivação de produtores, músicos e apaixonados por esse estilo musical e também pautado no desenvolvimento e fomento do turismo interno e externo com foco nas belezas naturais e na diversidade cultural do estado, em especial de Chapada dos Guimarães.
 
A realização do Festival possibilita a Mato Grosso receber grandes nomes da música instrumental e turistas vindos de diversos municípios do estado e de outras regiões do país. Durante os dias 9, 10 e 11 de setembro, Chapada e o estado são presenteados com o melhor do jazz, proporcionado por profissionais de renome nacional e internacional, responsáveis por fazerem o público pegar a estrada e trechos aéreos a fim de prestigiar o evento, que até 2009 era inédito no estado. 
 
Cravada no centro geodésico da América do Sul, a cidade de Chapada dos Guimarães, localizada a 62 km de Cuiabá, capital do Estado de Mato Grosso, recebeu em 2009 pela primeira vez o Chapada in Jazz. Baixos, contrabaixos, baterias, saxofones e pianos vindos de alguns cantos do país aportaram na pequena e aconchegante cidade turística que encanta pelas suas belezas naturais. O 1° Festival aconteceu nos dias 13 e 14 de novembro de 2009, e segundo o músico e curador Ebinho Cardoso, “já nasceu grande, ao trazer grandes nomes do jazz nacional e internacional a Mato Grosso”.
 
O 1° “Chapada in Jazz” possibilitou ao estado receber grandes nomes da música como Celso Pixinga, de São Paulo, os irmãos potiguares Eduardo Taufic, de Fortaleza, e Roberto Taufic, da Itália, o pianista David Feldman, do Rio de Janeiro, o saxofonista Ademir Junior e o grupo Galinha Caipira, de Brasília e, completando o time, Nelson Faria, do Rio de Janeiro, e José Namen, de Belo Horizonte, além de músicos locais como o baterista Sandro Sousa e o guitarrista Sidnei Duarte. 
 
Já nessa edição, teremos três dias de muita música com grandes nomes como: Leo Gandelman, do Rio de Janeiro, Elements, trio de Boston (EUA), Filó Machado, de São Paulo, André Vasconcellos, do Rio de Janeiro, Aquário e Pedro Martins, de Brasília, e os mato-grossenses Ebinho Cardoso e Abagaba (este marcando seu retorno). 
 
Nossa meta é ampliar ainda mais o público, tendo em vista que já é uma iniciativa conhecida e com repercussão no cenário estadual, já que o 1° Festival superou as expectativas e foi prestigiado por 10 mil pessoas em dois dias. O Festival este ano ganhou mais um dia, trazendo novamente o melhor da música para a cidade de Chapada dos Guimarães e para Mato Grosso. Neste ano o Festival será no calçadão Quinco Caldas, conhecido como Rua das Flores, e na Rua dos Restaurantes, ambas localizadas no centro da cidade. O lugar foi escolhido visando ao conforto e à acessibilidade do público, sobretudo de portadores de necessidades especiais, ao local onde estarão acontecendo as apresentações. Trata-se de um espaço aberto e de fácil acesso, conhecido tanto dos moradores quanto dos visitantes.
 
No 2° Chapada in Jazz, novos nomes irão subir ao palco, profissionais da mais alta competência, que proporcionarão momentos marcantes para o público, em um espaço aberto, acessível e gratuito. O objetivo é que, a cada edição, novos músicos se apresentem, oportunizando o acesso de diversos artistas e públicos ao Festival, ampliando o consumo dos produtos e serviços turísticos locais e o repertório musical do público, além de abrir espaço para que outros nomes incluam o estado como possibilidade de apresentação e negócios culturais e turísticos. Com isso, o projeto promove a descentralização, na medida em que possibilita a vinda de diversos profissionais da música e de turistas a Mato Grosso, ao mesmo tempo em que permite o acesso do público aos bens turísticos e culturais de forma diversificada.
 
O Chapada In Jazz faz parte de uma rede sócio-musical e passa a ser considerado um dos grandes eventos que entram para este circuito, sendo que em Mato Grosso é o principal representante desta nova era de diálogo desse estilo musical. Realizado em associação com o Festival de Baixistas IB&T Bass Festival, foi idealizado por Celso Pixinga, que realiza festivais de música instrumental relacionados ao universo do contrabaixo brasileiro e que já passou por mais de 30 cidades brasileiras. Através dessa rede, circulam por ano dezenas de músicos de diversos estados do Brasil, da América Latina e outros países do mundo. Essa rede é considerada uma das principais plataformas de circulação e distribuição da música instrumental brasileira contemporânea e, em virtude disso, é uma tradução da nova cara da música instrumental no Brasil.
 
O Festival inova incorporando em sua programação uma exposição do fotógrafo Izan Petterle denominada “No coração da América do Sul” que será realizada na Praça Dom Wunibaldo, reunindo 40 fotografias. A exposição é uma homenagem ao povo chapadense, gente que povoou há vários séculos esta região.
 
Dessa maneira, o Chapada in Jazz – 2º Festival de Jazz de Chapada dos Guimarães cumpre uma política pautada em cinco pilares: descentralização, acessibilidade, democratização, valorização e desenvolvimento cultural e turístico, que permite potencializar a divulgação e o consumo turístico interno e externo.