Introdução
Dixieland, swing, bebop, acid jazz, hard bop e fusion - essas são apenas algumas variações do jazz que se desenvolveram nos últimos 100 anos. Eles podem soar bem diferentes, mas ainda assim, são chamadas de "jazz". Por quê? O que faz do jazz o que ele é atualmente?
O Jazz - geralmente proclamada como "A Música Clássica da América" - recusa uma definição mais fácil. E, de acordo com Louis Armstrong, um dos maiores artistas do jazz, se você tiver que pedir uma definição, você nunca saberá qual é. Enquanto existe um certo elemento de verdade na filosofia de Armstrong ("você sabe o que é quando ouve"), os críticos e historiadores tentam entender e descrever o que torna o jazz uma das formas mais excitantes, exclusivas e complexas da música americana.
AFP/AFP/Getty ImagesLouis Armstrong se apresentando em Paris em 1965
O Jazz foi criado em Nova Orleans por volta do século 20 e é melhor compreendido em termos de seus elementos básicos: improviso, sincopar,ritmo, blue notes, melodia e harmonia. A música realmente começou a tomar conta dos Estados Unidos e do mundo durante a Era do Jazz dos anos 20, quando avança para o rádio e a tecnologia de gravação permite que milhões adotem a cultura do jazz.
Neste artigo, nós veremos os elementos mais importantes do jazz e saberemos como escutá-lo de forma crítica. Também iremos aprender sobre a rica história da música.
Jazz music
Os ouvintes iniciantes ficam freqüentemente desorientados pelas suas primeiras experiências com o jazz. A estrutura desse estilo é mais complexa que a de outras formas populares de música. E por causa da sua natureza de improviso - com várias melodias e ritmos trabalhados juntos - que os ouvintes acostumados com formas mais estruturadas e previsíveis de música podem achar difícil acompanhar o jazz. Mas os mesmos elementos que tornam o jazz difícil de apreciar em um primeiro momento é o que os ouvintes mais experientes apreciam.
O primeiro passo para entender como funciona o jazz é saber o que ouvir. Jazz ensembles - que podem ter de 2 a 20 músicos - variação de estilo, tamanho e instrumentação. Mas eles estão unidos por três elementos básicos: improvisação, sincopar e blue notes.
· Improvisação - músicos e críticos concordam que essa é a alma do jazz. Isso ocorre quando um músico segue um momento de inspiração ao território desconhecido e compõe enquanto toca. A improvisação necessita de uma grande quantidade de habilidade e concentração. Quando músicos de um grupo conhecem bem o estilo de tocar uns dos outros, são capazes de seguir e dar apoio para fazerem partes novas e interessantes que podem ou não serem tocadas novamente.
· Sincopar - refere-se a alterar a ênfase do ritmo da música ou padrão da batida para enfraquecer ou não acentuar as batidas e as notas. Para entender melhor o sincopar, experimente este exercício: com o seu pé, bata na contagem "um, dois, três, quatro" dizendo "e" entre cada número. Bater os pés nos números significa que você está na batida ou no ritmo.
Agora, enquanto estiver batendo em cada número, bata palmas todas as vezes que disser "e". Bater palmas no "e" significa que você está marcando a batida fraca, também conhecida comooffbeat. Cada vez que você bate palmas, está sincopatizando o ritmo. Esse exercício é uma versão simplificada da sincopatização. Mas os músicos mais experientes podem sincopatizar denominações menores de notas, dividindo os offbeats nas oitavas e décimas sextas de uma única contagem.
A sincopatização aparece no jazz quando dois ritmos são tocados juntos. É aí que o jazz consegue seu swing, a sensação que faz os ouvintes quererem bater o pé ou dançar. Se você for um músico de jazz, se não tiver swing não é jazz.
· Blue notes - ocorrem quando um músico toca ou passa pela escala, chapando algumas das notas (tocando-as meio passo mais baixo que o esperado). Essas são as notas dissonantes "extendidas", notas que se escuta em blues e jazz. A escala do blues é uma escala pentatônica menor: as terceiras e sétimas notas de uma escala maior são chamadas (criando uma escala menor) e as segundas e sextas notas são retiradas e realizando uma escala pentatônica de cinco notas. Vamos ver como uma escala maior A natural se torna uma escala de blues.
A maior: A B C# D E F# G#
| Ouvindo o Jazz O Jazz é todo improvisação, mas existe um método na aparente confusão. Ao ouvir o jazz, considere cada um dos elementos acima. Preste atenção na maneira como os músicos interagem entre si enquanto tocam, procurando diferenças em cada relacionamento. Você também pode achar útil identificar a melodia do que está sendo tocado e escutá-la na música. Observe a maneira como o solista e os músicos acompanhantes tocam as músicas juntos em harmonia. Em uma apresentação, existem determinadas partes de uma música que todos os músicos conhecem. É a partir disso que começa a exploração e a inovação musical. Geralmente, ao se revezarem nos solos, uma jazz ensemble volta a uma parte familiar de uma música, geralmente um refrão. Quando você tiver identificado a melodia, ouvida através das variações nos diferentes instrumentos e solos. Você descobrirá que seu gosto pelas habilidades e criatividade dos músicos aumentará quanto mais você escutar de forma crítica e perceber a complexidade do jazz. Quando você começar a escutar o jazz, é melhor não tentar absorver tudo ao mesmo tempo. Concentre-se em uma coisa de cada vez. |
Agora que sabemos algo sobre os elementos básicos do jazz, vamos conhecer a história do jazz.
A história do jazz
Músicos, historiadores, críticos e apreciadores americanos orgulham-se do jazz, que nasceu na multicultural Nova Orleans. Muitos o consideram a maior e mais original contribuição americana ao mundo.
Os historiadores rastreiam as origens do jazz em um diferente número de culturas e influências sociais que convergeram na Nova Orleans do século 19. O fator mais importante foi a importação de homens e mulheres da África e das Índias Ocidentais, trazidos como escravos para a América Colonial, junto com os refugiados que escaparam da ilha de Hispaniola fugindo da matança da Revolução Haitiana.
Escravização, colonialismo e exploração dos povos africanos tiveram papéis significativos no desenvolvimento da música afro-americana. No início do ano de 1800, os escravos se reuniram na Praça do Congo, em Nova Orleans, para tocar suas músicas e mostrar suas danças tradicionais. Os registros da época mostravam que os escravos usavam instrumentos de corda improvisados e tocavam tambores de maneira polirrítmica (ritmos sincopatizados múltiplos tocados simultaneamente).
Dois tipos de músicas afro-americanas foram importantes para o desenvolvimento do jazz: spirituals e músicas de trabalho. Spirituals eram músicas folclóricas religiosas que os escravos cantavam para expressarem seus desejos de liberdade e sua fé. Diferente da música, principalmente com base no ritmo das danças na Praça Congo, os spirituals eram vocais marcados por harmonias variadas e letras improvisadas.
Músicas de trabalho combinam o ritmo do trabalho com a cantoria e estão tradicionalmente ligadas às culturas da África Ocidental. Essas músicas eram usadas para sincronizar um grupo enquanto trabalhavam juntos, com um líder falando e o grupo respondendo. Muitos historiadores atribuem o padrão chamada e resposta no jazz a essa forma inicial de música afro-americana.
Os primeiros músicos de jazz nasceram na escravidão - permaneceu uma memória viva das pessoas que viveram antes da Proclamação da Emancipação dos escravos. E apesar dos elos oficiais da escravidão terem passado, os afro-americanos ainda são tratados injustamente por indivíduos e legislações locais.
Também entre os africanos e as pessoas do caribe estavam os europeus. Escoceses, ingleses, irlandeses, franceses, espanhóis e italianos deram contribuições distintas ao ponto de encontro de todas as culturas que é Nova Orleans. Com o passar do tempo, essas culturas começaram a emprestar e adotar umas das outras as tradições e a música. Os antropologistas chamam essa polinização cruzada de sincretismo. Para simplificar, onde a música africana tinha uma base mais ritmica, a música européia tinha uma concentração maior na melodia e harmonia. Uma aproveitou partes da outra. A música africana foi europeizada e vice-versa. Essa relação de troca persistiu durante o século XX e continua até hoje enquanto o jazz é tocado pelo mundo todo.
As influências das danças na Praça do Congo, spirituals, blues, música crioula, música clássica européia e orquestras de instrumentos de sopro se combinaram para criar as formas iniciais do jazz.
O início do jazz não foi muito bem documentado. Buddy Bolden (considerado o primeiro músico de jazz) nasceu em 1877 e as primeiras bandas de jazz surgiram por volta de 1885. De acordo com o All Music Guide, Bolden formou sua primeira banda em 1895. Muitas das informações que possuímos hoje são provenientes de entrevistas de quando a loucura do jazz já estava instalada. E infelizmente, as músicas dessa época inicial nunca foram gravadas.
Um novo estilo de tocar piano, desenvolvido perto do fim do século 19, começou a deixar seu marco no jazz também. Mas o ragtime, diferente do jazz, não era uma forma improvisada de música. Um tocador de piano mantinha a batida com sua mão esquerda enquanto tocava uma melodia sincopatizada com a direita. No alto da sua popularidade no início do século XX, o ragtime realizou incursões com os músicos de jazz que começaram a incorporar e enfeitar a técnica com seu próprio estilo.
No início, o jazz e a dança estavam inextricavelmente ligados entre si. Muitos viam o jazz como promíscuo e relacionado à classe baixa, em parte devido às ligações raciais. Mas nem todos se opunham a ele. Músicos brancos estavam loucos para aprender a nova música e começavam a procurar músicos negros, então o jazz começou a explodir.
Cultura do jazz
Desde o começo, o jazz falava sobre liberdade, movimento e expressão individual. O seu rompimento com a música tradicional e a ênfase no improviso e na inovação colocou-o como cenário das alterações culturais e como influência à cultura internacional atual. Hoje, o jazz é tocado em todos os continentes.
Durante a prosperidade econômica dos anos 20, o jazz se tornou a trilha sonora das festas nos clubes secretos, chamados de "speakeasies" (que significa "fale baixo") , onde o prazer comandava e as bebidas proibidas por lei (durante a Lei Seca) eram consumidas. Devido às suas raízes (a cultura afro-americana) e aos locais, às ocasiões e às atividades com as quais estava associado, o jazz incialmente carregou o rótulo de "baixa cultura".
Depois do término da I Guerra Mundial, as pessoas desejavam um reinício e o fim das tradições sociais que causavam aborrecimento. Pela primeira vez, a cultura afro-americana se tornou moda, o que elevou muito a posição dos afro-americanos na sociedade. Mas isto não ocorreu sem a resistência de grupos como a Ku Klux Klan, que continuaram oprimindo sistematicamente e brutalizando os afro-americanos. Ainda assim, a notoriedade do jazz cresceu e mudou a trajetória da música americana para sempre.
A natureza livre do jazz se espalhou por toda a cultura americana. Mulherescomeçaram a quebrar tabus em relação aos tradicionais papéis sexuais, evitando as roupas conservadoras e aproveitando a liberdade recém-descoberta. Elas também proclamaram sua independência dos homens e de papéis obrigatórios de donas de casa dentro das famílias. O jazz abriu espaço para as mulheres trabalharem como artistas e forneceu muitos outros trabalhos para as mulheres no mercado da música. F. Scott Fitzgerald capturou a essência dessa era em seu romance de 1925, "O Grande Gatsby" - a história de um contrabandista de classe alta, suas festas abundantes e a futilidade dos personagens que viviam à sua volta. No Harlem, o jazz acompanhou a renascença cultural que foi experimentada por escritores afro-americanos e artistas de todos os tipos nos Estados Unidos.
No topo do bop nos anos 40, artistas literários como Jack Kerouac e Allen Ginsberg, da Beat Generation, encontraram inspiração para mais inovações. Os escritores Beat e seus contemporâneos admiravam a espontaneidade e a forma livre do jazz. Eles trabalharam para implementar seus ritmos sincopatizados na métrica de sua poesia, que eles apresentavam ao vivo com um fundo de jazz.
A partir da Era do Jazz dos anos 20 até a era do swing dos anos 30 e 40, o jazz era o coração da cultura jovem. O jazz é responsável pela influência de uma variedade de artistas e gêneros. Ritmos como o Rap, o R&B, o pop, o soul e grupos femininos como The Supremes são herdeiros do jazz. Hoje, as novas gerações de músicos e vocalistas, como Wynton Marsalis, Cassandra Wilson e Amy Winehouse, continuam a celebrar o jazz ao reinterpretar os clássicos e ao criar novas expressões musicais.
Movimentos do jazz
Jazz de Nova Orleans (durante os anos 1920) está mais relacionado às bandas de marchar populares de Nova Orleans no fim do século 19 e início do século 20. Tipicamente liderado por um trompete ou corneta - apoiado harmonicamente por palhetas e instrumentos de sopro e ritmicamente por baixos e baterias - a ênfase no jazz de Nova Orleans estava na improvisação coletiva e melódica. Os solos eram praticamente inexistentes.
Dixieland (durante os anos 1920), também chamado de "Jazz de Chicago", explodiu quando os músicos voaram de Nova Orleans para Chicago na busca de novas oportunidades e condições sociais menos opressoras. Dixieland, intimamente relacionado com o jazz de Nova Orleans, usava o improviso melódico, coletivo, mas permitia solos e incorporava o piano.
Swing (1935-1945) marcou uma mudança do jazz de improviso para a música escrita e bandas conhecidas como "big bands". Devido ao tamanho dos grupos - constituídos de várias trompas, instrumentos de sopro e percussão - o swing precisava de arranjos escritos simplificados. O swing era tipicamente mais repetitivo e mais amigável que outras formas de jazz. O swing é o mais próximo que o jazz já chegou de ser como estilo musical mais popular dos Estados Unidos.
Bop, ou "bebop", desenvolveu-se na era pós-swing (aproximadamente 1945), evitando a acessibilidade popular de seu antepassado. No bop, o foco estava no solista. O novo estilo foi criticado pela falta de melodia, uma vez que os solistas trocavam a fraseologia melódica pelas cordas - usando a progressão das cordas como a base da improvisação. Mais rápido, mais abstrato e não adequado para dançar, o bop empurrou o jazz pela primeira vez para o status de arte e para longe do rótulo de baixa cultura.
Cool jazz (anos 1950 e 1960), também conhecido como Jazz da Costa Oeste, marcou a volta aos arranjos e manteve os elementos do swing. Esse ritmo se desenvolveu a partir do bop mas suavizou os cantos mais duros em relação ao tom e ao ritmo. Seus músicos eram educados em estúdios e muitos deles já haviam transitado mais em formas experimentais.
Hard Bop (anos 1950 e 1960) surgiu aproximadamente 10 anos após o bop, com melodias mais simples e com mais soul, seções mais soltas de ritmo e semelhanças com o "rhythm and blues". Algumas pessoas consideram o hard bop, desenvolvido na Costa Leste, como uma resposta ao cool jazz, mas outros dizem que o novo estilo se desenvolveu independentemente de sua contraparte da Costa Oeste.
Fusion (1967 aos anos 70) é uma combinação de rock e jazz. Como o rock se tornou mais complexo e os músicos mais habilidosos, os artistas de ambos os campos começaram a colaborar e a experimentar, justamente como os predecessores do jazz fizeram. Durante um período, essa hibridização se cristalizou em sua própria forma de jazz, apesar de ter permanecido sem ser levado em consideração pelos puristas do jazz.
A seguir veremos alguns músicos influentes por trás de todos estes movimentos de jazz.
Maiores nomes do jazz
| Arquivo de Michael Ochs/Getty Images Duke Ellington |
Edward "Duke" Ellington (1899-1974) nasceu em Washington, D.C., filho de um mordomo da Casa Branca. Começou sua carreira como tocador de piano aos 7 anos de idade e como compositor na adolescência. Aos 17 anos, ele abandonou a escola para ser músico. Ele formou uma banda, o quinteto The Washingtonians, em 1923, e se mudou para Nova York. The Duke, como seus amigos o chamavam devido ao seu gosto refinado pela moda, foi descoberto em 1927 quando os Washingtonians passaram a se apresentar do lendário Cotton Club. Ellington deixou o Cotton Club em 1931 para uma turnê e não parou mais. Ele participou de filmes e shows da Broadway e deixou para trás uma grande quantidade de trabalhos em vários estilos de jazz - clássico, orquestrado, big band e swing. Morreu em 1974.
Louis Armstrong (1901-1971) nasceu em Nova Orleans e desistiu da escola para ser músico. Geralmente chamado de "Embaixador do Jazz", Armstrong foi indiscutivelmente o artista de jazz mais influente de todos os tempos. Ele se tornou popular no auge da Era do Jazz, aparecendo como o primeiro solista importante a se destacar dos movimentos concentrados no coletivo do jazz de Chicago e Nova Orleans. Em 1917, ele participou da primeira gravação de jazz realizada para uma grande platéia. Armstrong aprendeu a tocar a corneta sozinho quando criança e depois mudou para o trompete. Ele teve um papel ativo em vários movimentos do jazz e brilhou como um inovador em toda a sua carreira. Mais tarde, Armstrong encontrou fama como vocalista e pop star e apareceu em vários filmes.
Charlie "Bird" Parker (1920-1955) muitos acreditam que foi o maior saxofonista de todos os tempos. Nascido em Kansas City, Parker abandonou a escola com 14 anos para iniciar o que seria uma das mais importantes carreiras do mundo do jazz. No fim de sua adolescência, "Bird", que tocava saxofone alto, estava em seu caminho para se tornar uma figura fundamental no jazz. Um dos fundadores do bebop, ele teve grande influência nos anos 50. Ele se tornou a medida pela qual os músicos de jazz eram julgados e um ponto de referência para todos os solistas. Mas o legado de Parker foi marcado pelo vício e pela tragédia -morreu com 34 anos de overdose de heroína.
John Coltrane (1926-1967) nasceu em Hamlet, Carolina do Norte., filho de um músico amador e multi-instrumentalista. Ele tocou primeiro a trompa e clarineta e eventualmente trocava para o saxofone alto. Mais tarde, ele mudou para o sax tenor - algumas pessoas acreditavam que ele era diferente de Charlie Parker. Ao ser dispensado da Marinha em 1946, Coltrane participou de gravações e apresentações de outros artistas. Miles Davis o contratou para tocar na sua banda em 1955, mas a relação de trabalho era conturbada devido ao problema de Coltrane com a heroína. Sua carreira solo começou oficialmente em 1960, quando ele estava com 33 anos. Ele apareceu como um dos músicos mais importantes da história do jazz mas teve uma carreira curta. Como Charlie Parker, Coltrane morreu (com 40 anos de idade) após anos de abusos e vícios.
Miles Davis (1926-1991) nasceu em Alton, Illinois. Com 12 anos, ele começou a receber as primeiras lições de trompete e lia partituras aos 16. Davis encontrou sua primeira oportunidade na big band de Bill Eckstein que tinha os fundadores do bop Charlie Parker e Dizzy Gillespie. Após se mudar para Nova York, para estudar na Juilliard (chamado então de Instituto de Arte e Música), Davis começou a tocar com Parker nos clubes de Manhattan. Em 1949, ele surgiu com sua própria banda composta por nove pessoas, que tocavam um tipo de jazz novo, relaxado, "cool". O lançamento de "The Birth of Cool" em 1957 levou ao nascimento do cool jazz (ou jazz da Costa Oeste). Davis era produtivo na sua experimentação e inovação e figurou proeminentemente em quase todos os movimentos do jazz. Morreu em 1991.
Deseja iniciar uma coleção de jazz mas não sabe onde começar? Consulte a próxima seção para obter alguns conselhos.
Discos de Jazz
Iniciar uma coleção de jazz é um objetivo excitante e desafiador. Todos possuem gostos diferentes - alguns estão mais propensos a ritmo e ao swing, outros à melodia e aos arranjos complexos. Para começar uma coleção de jazz, comece pesquisando a melhor variedade: escutando. Pegue uma das várias antologias disponíveis (a série "Jazz", de Ken Burns, disponível no Brasil, vale a pena) e comece a avaliar cada tipo com a mente aberta. Anote o que você gosta ou não e quais músicos tocam no disco. Uma vez que você comece a identificar os artistas que gosta, sites comoAllMusicGuide.com podem fornecer um guia aos sites de músicos de jazz e gravações às quais eles estão ligados. E lembre-se de uma coisa: sempre ouça antes de comprar.
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O All Music Guide recomenda os 15 discos a seguir para começar:
· Louis Armstrong, "Plays W.C. Handy" (Columbia - versão de 1997)
· Benny Goodman, "Sing, Sing, Sing" (Bluebird)
· Billie Holiday, "The Quintessential, Vol. 5" (Columbia)
· Count Basie, "The Atomic Mr. Basie" (Roulette)
· Duke Ellington, "Uptown" (Columbia)
· Charlie Parker, "Yardbird Suite" (Rhino)
· Dizzy Gillespie, "At Newport" (Verve)
· Dave Brubeck, "Time Out" (Columbia)
· Miles Davis, "Kind of Blue" (Columbia)
· John Coltrane, "My Favorite Things" (Atlantic)
· Stan Getz, "Getz/Gilberto" (Verve)
· Wes Montgomery, "The Incredible Jazz Guitar" (Original Jazz Classics)
· Lee Morgan, "The Sidewinder" (Blue Note)
· Weather Report, "Heavy Weather" (Columbia)
· Wynton Marsalis, "Blue Interlude" (Columbia)
E boa música!






